Somos todos seres de Luz

Seres a caminho da evolução

sábado, 19 de maio de 2012

O mito de Eros

O amor é sempre amor...

EROS (CUPIDO) Identificado com Eros, o deus grego do amor, o deus romano Cupido encarnava a paixão e o amor em todas as suas manifestações. Segundo a mitologia romana, Cupido era filho de Vênus, a deusa do amor, e de Mercúrio, o mensageiro alado dos deuses. Logo que nasceu, Júpiter, sabedor das perturbações que provocaria, tentou obrigar Vênus a se desfazer dele, e para protegê-lo, a mãe o escondeu num bosque, onde ele se alimentou com leite de animais selvagens. Cupido era geralmente representado como um menino alado que carregava um arco e um estojo com setas. Os ferimentos provocados pelas setas que atirava despertavam amor ou paixão em suas vítimas. Outras vezes mostravam-no em uma armadura semelhante à que usava Marte, o deus da guerra, talvez para assim sugerir paralelos irônicos entre a guerra e o romance, ou para simbolizar a invencibilidade do amor. Embora fosse algumas vezes apresentado como insensível e descuidado, Cupido era, em geral, tido como benéfico em razão da felicidade que concedia aos casais, mortais ou imortais. No pior dos casos, era considerado malicioso pelas combinações que fazia, situações em que agia orientado por Vênus. Ignorado por Homero, Eros aparece pela primeira vez na Teogonia de Hesíodo, que o descreve como o mais belo dos imortais, capaz de subjugar corações e triunfar sobre o bom senso. Deus grego do amor e do desejo, Eros encerrava, na mitologia primitiva, significado mais amplo e profundo. Seu poder unia os elementos para fazê-los passar do caos ao cosmos, ou seja, ao mundo organizado. Inicialmente representavam-no como um belo jovem, às vezes alado, que feria os corações dos humanos com setas. Aos poucos, os artistas foram reduzindo sua idade até que, no Período Helenístico, a imagem de Eros é a representação de um menino, modelo que foi mantido no Renascimento Cupido nos tempos primitivos é considerado um dos grandes princípios do universo e até o mais antigo dos deuses. Representa a força poderosa que faz com que todos os seres sejam atraídos uns pelos outros, e pela qual nascem e se perpetuam todas as raças. A mitologia grega não esclarece quem é seu pai, mas os escultores concordam em lhe dar Vênus por mãe, e é realmente muito natural que Cupido seja filho da beleza. O nascimento de Cupido proporcionou ao pintor francês Lesueur (1617-1655) uma encantadora composição: Vênus sentada nas nuvens está rodeada das três Graças, uma das quais apresenta o gracioso menino. Uma das Horas, que paira no céu, espalha flores sobre o grupo. Segundo a lenda, Cupido tinha um irmão chamado Antero, que apesar de também figurar na mitologia como símbolo do amor recíproco, seria, na verdade, o deus vingador do amor rejeitado. Sobre seu nascimento conta-se que Vênus, ao se queixar de que seu filho Cupido continuava sempre criança, foi aconselhada a lhe dar um irmão, pois este, ao tirá-lo da solidão, certamente o ajudaria a crescer. E foi, realmente, o que aconteceu, já que após o nascimento de Antero, Cupido começou a se desenvolver e ficar robusto. Tornando-se adulto, ele também acabou sendo dominado pelo amor. O fato é que sua mãe Vênus, sentindo-se enciumada diante da beleza de Psiquê, uma jovem mortal, pediu ao filho que castigasse a moça. Cupido tratou de cumprir sua missão, mas ao constatar que a jovem era de uma formosura sem igual, acabou sendo vitimado pelo próprio veneno e apaixonou-se perdidamente por ela (ilustração). Eles acabaram se casando, mas Psiquê, por ser mortal, não podia olhar o rosto do amado, já que ele era um deus. Diante dessa situação embaraçosa, e após muitos problemas e desencontros vividos pelo casal por conta dessa limitação, os deuses resolveram transformá-la numa deusa, para que marido e mulher pudessem viver seu grande amor eternamente.



Por representar o princípio universal que liga os homens e o universo, o mito de Eros, o amor, tem várias versões apresentadas. Se Afrodite (Vênus) é a deusa do amor, Eros é o próprio amor, a essência do sentimento criador de toda a vida, força poderosa que não se tem domínio, muito menos origem, visto que ele é o próprio princípio de tudo. Eros é um deus ordenador que surgiu do Caos, definindo e harmonizando o universo, trazendo paz a ele, mas mantendo aceso o fogo do conflito. É da sua inteligência voluntariosa que os deuses e os mortais são gerados.
Eros não faz parte do conselho dos deuses do Olimpo, tão pouco se sabe ao certo, a qual geração de deuses ele pertence, mas a sua influência é mais poderosa do que a do próprio Zeus (Júpiter), visto que o amor muda o destino até do poderoso pai dos deuses. A origem de Eros é contada pelas mais diversas lendas dentro da mitologia grega. Nos primórdios do povo helênico, o deus era cultuado em Tépsias, na Beócia, onde nasceu o poeta Hesíodo. Era cultuado apenas como deus fecundador do gado e deus dos matrimônios. Hesíodo, no século VII a.C., daria ao mito a dimensão universal do amor.
Às vezes tido como filho de Zeus e Afrodite, de Poros (Recurso) e Pênia (Pobreza), da Noite e da Luz, de Zéfiro e Íris, ou ainda de Afrodite e de Ares (Marte), a sua origem é sempre repleta de um grande significado alegórico. O Amor era tido sempre como filho de duas forças antagônicas, ou seja, Afrodite e Ares, ela deusa do amor e da beleza, ele o deus da guerra e do horror. Ou da Noite e da Luz. Não importa a origem, o importante é a alegoria simbólica em torno do amor, princípio de todo o universo.

As Várias Lendas das Origens de Eros

Afinal de qual geração dos deuses nasceu Eros? Se os povos primitivos da Grécia não lhe atribuíam uma árvore genealógica, considerando-o filho do mistério e do infinito, cabe aos poetas e filósofos dar pais ao mito. Para Hesíodo Eros é uma divindade primordial, que surgiu logo depois do Caos, no mesmo instante que surgiu Gaia (Terra). Como o amor é fundamental para o princípio de todas as criações, Hesíodo, em sua obra Teogonia,põe o nascimento de Eros primeiro que o de todos os outros deuses, ele é filho do próprio Caos, e virá, ao lado da força procriadora de Gaia, harmonizar e povoar o universo.
Para o filósofo Parmênides de Eléia (século VI a.C.), Eros é filho de dois princípios contrários, da Luz e da Noite, o que proporcionaria a todas as coisas um equilíbrio mesclado pelas diferenças, antagônicos e fundamentais um ao outro.
Em O Banquete, Platão descreve Eros como filho de Pênia, a Pobreza e de Poros, o Recurso. Na festa que o Olimpo dava para comemorar o nascimento de Afrodite, Pênia decide unir-se a Poros, ao encontrá-lo embriagado. Em um canto do Olimpo, entrega-se a ele. Da união entre a pobreza e o recurso nasceria Eros, o amor. Gerado no dia do nascimento de Afrodite, a deusa da beleza, Eros será para sempre, companheiro e servo da beleza. Eros traz para si a dualidade dos pais, de Poros herda a decisão e a coragem, ávido do belo e do bom; de Pênia herda a carência perene e o destino andarilho. Eros, o amor, germina e vive quando enriquece, morre e renasce quando tudo parece perdido.
Alceu, poeta lírico do século VII a.C., descreve Eros como filho nascido de Zéfiro e de Íris, sendo o mais temido dos deuses. Eurípides (480?-406 a.C.), descreve Eros como um deus dúbio, que quando usa o seu poder moderadamente, leva os homens e os deuses à virtude, ou, quando usa toda força do seu poder, levo-os perniciosamente à ruína.
Aristófanes (448?-388? a.C.) descreve um Eros dotado de asas de ouro, veloz como o vento. É a partir dessa figura alada de Eros, que na época alexandrina, passa a ser descrito como um menino travesso, portando flechas e asas, que a todos atinge com as suas setas. Eros passa a ser o inconseqüente Cupido, em muitas versões, filho de Afrodite e Ares, ou de Afrodite e Hermes (Mercúrio).
A mais famosa versão sobre o mito de Eros é a do poeta romano Apuleio, do século II d.C., que criou a história de Eros e Psiquê, a Alma. É este relato belíssimo, romântico, épico, de profundo significado alegórico, onde só o amor pode fazer a alma feliz, que será contado a seguir. Eros e
Psiquê, o Amor e a Alma, encontro do princípio universal que rege o mundo.

O Amor Apaixona-se Pela Alma

Em um dos muitos templos gregos dedicados a Afrodite, um mortal comentou que uma das filhasdo rei era mais bela do que a própria deusa do amor. Tratava-se da princesa Psiquê (Alma). Logo o boato da sua formosura espalhou-se por toda a Grécia. Homens de todas as partes vinham para contemplar a beleza da mortal, abandonando de vez o templo de Afrodite.
Ao saber do abandono do seu templo às ruínas, em prol da beleza de uma simples mortal, Afrodite é acometida de uma violenta cólera e desejo de vingança. Decide que a princesa Psiquê, responsável pelo desvio dos homens, deverá ser punida. A deusa pede ao filho Eros, que vá até a mortal, que com a suas flechas do amor, fira-a de maneira que se apaixone pelo ser mais desprezível de toda a Grécia, fazendo-a uma mulher infeliz.
Eros desce do Olimpo, com a perversa missão de envolver Psiquê na mais triste e destruidora das paixões. Mas Eros, ao deparar-se com mulher tão bela, é ferido pelas próprias setas, apaixonando-se perdidamente por ela. Vencido pelo sentimento inesperado, Eros volta ao Olimpo, mentindo para a mãe, dizendo à deusa que cumprira a missão. Afrodite sente-se vingada.
Apaixonado pela bela princesa, Eros não sabe como viver o seu amor por ela sem que a mãe fique sabendo. Envolto pela paixão, ele confessa os sentimentos ao deus Apolo, que promete ajudá-lo.
De longe, Eros faz com que a amada não goste de mais ninguém. Apesar de ser a mais bela das três irmãs, Psiquê não se apaixona por pretendente algum. Vê as irmãs desposarem homens ricos, mas não se convence a amar ninguém. Ela não sabe da existência do amor de Eros, mas pressente-o. A alma sente o amor invisível e próximo, e mesmo sem o conhecer ou ver, aguarda e chama por ele. A princesa torna-se prisioneira de uma solidão voluntária.
Preocupados com o destino da filha, os pais procuram o oráculo de Apolo. Ali vem a revelação: Psiquê deverá ser vestida em trajes de núpcias, depois conduzida para o alto de uma colina, aonde um terrível monstro, mais poderoso que os próprios deuses do Olimpo, virá buscá-la e fazê-la a sua esposa.
Diante de tão terrível revelação, os pais de Psiquê levam a filha ao local ordenado pelos deuses. Aos prantos e protestos das irmãs, Psiquê é deixada sozinha no local indicado pelo oráculo. Corajosamente espera que se cumpra o seu destino. Espera por horas que lhe venha buscar o monstro que se tornará o seu marido.

O Amor Não Vive Sem Confiança

Sozinha, Psiquê espera pelo monstro que a irá desposar. Cansada da espera, a princesa adormeceu. Zéfiro, o vento suave, transportou a bela princesa adormecida para um bosque cheio de flores.
Quando Psiquê despertou, viu à sua volta, um riacho de águas límpidas, as mais belas flores, e um imenso e imponente castelo. De repente, uma voz quente e agradável convidou a princesa para entrar no castelo. Conduzida pela voz, ela percorre várias salas e corredores. Pára em uma sala, envolvida por uma música suave. Senta-se à mesa, aonde um farto jantar a espera. Não vê ninguém. Aparentemente está sozinha, mas sente-se observada.
Assim, solitária, após alimentar-se e a banhar-se, vê a noite chegar.
Recolhe-se ao leito e espera que o terrível monstro venha fazê-la sua esposa. Protegido pela escuridão, Eros aproxima-se da bela princesa.
Envolve-a em ternas carícias, tomando-a para si de forma ardente. Nos braços quentes do amante, Psiquê sente-se tranqüila, dissipa-se o medo.
Não lhe vê o rosto, mas sente-lhe o corpo viril e apaixonado. Psiquê sente-se feliz como nunca ousara ser.
Assim passaram-se os dias. Psiquê recebe todas as noites a visita ardente do amado. Não tem medo dele, pelo contrário, mesmo sem ver-lhe o rosto, ama-o cada vez mais. No imenso castelo não há mais vestígios da solidão, do medo ou dos conflitos dos sentimentos. No meio daquela felicidade, Eros fez a mulher jurar que jamais lhe veria o rosto, teria que confiar apenas no seu amor. Apaixonada, não foi difícil para Psiquê fazer o juramento.
A bela mulher viveu feliz até o dia que pediu a Eros para que pudesse receber as irmãs no castelo, pois as pobres mulheres viviam atormentadas com o triste destino que pensaram, tinha ela seguido. Eros, mesmo contrariado, permitiu que as cunhadas visitassem a mulher. Quando as duas irmãs encontraram Psiquê tão feliz, baniram imediatamente dos seus corações, a tristeza pelo destino da irmã. Sucederam-se outras visitas. A cada uma delas, as princesas viam a irmã mais feliz. Esta felicidade passou a incomodá-las profundamente. Tanto, que passaram a pôr dúvidas no coração de Psiquê. Como poderia saber quem dormia ao seu lado, se nunca lhe tinha visto o rosto? E se fosse o mais terrível dos monstros? Afinal o oráculo de Apolo previra que ele seria um monstro. E se esse monstro a matasse um dia? Apesar de garantir às irmãs que o marido não lhe parecia um monstro, elas perguntava-lhe se ele era belo e jovem, por que não lhe mostrava o rosto?
A cada visita das irmãs, uma nova dúvida era posta na mente de Psiquê, até que ela deixou o veneno da desconfiança tomar-lhe o coração. Orientada pelas irmãs, Psiquê deveria preparar uma faca afiada e uma lâmpada de azeite, esperar que o marido adormecesse, iluminasse a sua face com a lâmpada, se fosse um monstro, matá-lo com a faca. Invadida pela dúvida, assim agiu a atormentada princesa. Após uma longa noite de amor, Eros adormeceu exausto. Psiquê aproveitou o sono do amado, para acender a lâmpada e ver o seu rosto. Quando a luz iluminou a face do amante, Psiquê pôde contemplar não um monstro, mas o mais belo de todos os deuses, o belo filho de Afrodite! Emocionada, lágrimas rolaram pelo rosto da mulher. Sentia-se culpada por ter quebrado a promessa que fizera ao marido. Sem querer, Psiquê entornou o azeite quente da lâmpada nas costas de Eros. O deus do amor acordou com a dor que lhe causara o azeite. Viu o seu rosto iluminado por Psiquê, percebendo o que se tinha sucedido. Triste, Eros levantou-se e partiu, deixando a mulher. Psiquê ainda correu atrás do marido, mas ouviu-lhe a voz, ao longe, a dizer-lhe:
“O Amor não vive sem confiança.”

A Alma Sacrifica-se Pelo Amor

Eros recolheu-se no castelo de Afrodite, para que ela lhe curasse a ferida feita nas costas. Ao saber da verdade, do amor do filho pela mortal, a deusa sentiu-se traída, jurando que Psiquê jamais viria o filho outra vez.
Abandonada por Eros, Psiquê percorreu todos os oráculos da Grécia, a procura do paradeiro do amado. Mas todos os deuses, temendo à fúria de Afrodite, nada revelaram à bela princesa. Por fim, Psiquê decidiu buscar a ajuda da própria Afrodite. Foi recebida com escárnio pela deusa do amor. Para dar notícias do filho, Afrodite impôs à triste mulher, várias tarefas impossíveis de serem cumpridas. A primeira foi a de que, até o fim do dia, Psiquê trouxesse um grande número de grãos de todas as sementes do mundo. A infeliz mulher saiu desesperada em busca dos grãos. Ao ver quão impossível era a tarefa para uma mortal, os deuses do Olimpo ficaram comovidos. Apolo ordenou às formigas que juntassem os grãos em volta da princesa. Assim, após a fadiga da tarefa, Psiquê cumpriu o que lhe ordenara a deusa da beleza. Afrodite ficou furiosa, pois tinha
certeza que Psiquê fora ajudada. Como punição, fez com que ela, a partir daquele dia, passasse a dormir no chão frio, sem qualquer proteção, e como alimento, teria apenas a côdea de um pão duro e velho, para que assim, definhasse e perdesse a beleza. Psiquê submeteu-se sem pestanejar, a mais esta prova.
Sucessivas e perigosas tarefas foram impostas por Afrodite à pobre Psiquê, que cumpriu obstinada a cada uma delas, sempre ajudada pela compaixão dos deuses, que veladamente vinham em socorro da apaixonada princesa.
Por fim, Afrodite ordenou que Psiquê fosse ao Hades, o mundo dos mortos, e pedisse a rainha daquele reino, Perséfone (Prosérpina), que pusesse numa caixa um pouco da sua beleza, para que se recuperasse a deusa do amor das longas noites de vigília a cuidar da ferida do filho. Psiquê levou dias para descobrir o caminho dos infernos. Com perseverança, contou com a ajuda de todos aqueles que lhe cruzavam o caminho. Comovida com o sofrimento da jovem, Perséfone, a rainha dos infernos, entregou a caixa da beleza a ela, para que a levasse até Afrodite. Quando voltou ao mundo dos vivos, Psiquê
sentiu-se esgotada. Olhou-se em uma fonte. Estava fraca, envelhecida, perdera a beleza. Pensou que Eros jamais voltaria a olhar para ela vendo-a daquele jeito. Atormentada por esta idéia, Psiquê decidiu não cumprir aquela tarefa imposta por Afrodite. Abriu a caixa que trazia um pouco da beleza de Perséfone, para que pudesse recuperar um pouco da sua, pensando assim, evitar que Eros a abandonasse quando a visse outra vez. Ao abrir a caixa, uma grande maldição pousou sobre a infeliz princesa, que foi acometida de um sono profundo, caindo adormecida sobre as flores do bosque.
Recuperado da ferida, Eros fugiu à vigilância de Afrodite, decidido a procurar pelo amor perdido. O deus encontrou Psiquê adormecida no bosque, ao lado
de uma fonte. Aproximou-se dela, aprisionando o sono da morte que a envolvia, dentro da caixa de Perséfone. Depois tocou a amada com uma das suas flechas de ouro, fazendo com que despertasse.
Ao ver novamente o rosto do amado, Psiquê sorriu-lhe emocionada, atirando-se nos seus braços. Ao saber de todos os sacrifícios que ela fizera pelo seu amor, Eros decidiu desposá-la para sempre. Pediu a Zeus que tornasse a mulher imortal. O senhor do Olimpo atendeu ao pedido do deus, dando ele mesmo a ambrosia da imortalidade para que a bela jovem bebesse. Quando Afrodite quis impedir a união do filho, já era tarde. Psiquê tornara-se imortal, e já nada se poderia fazer contra ela.
O Amor cobiçara a mortalidade da Alma, apaixonando-se por ela, fazendo-a imortal. Amor e Alma estavam
unidos para sempre, imortais que eram, só um poderia fazer o outro feliz
e completo. Da união dos dois nasceu a Volúpia.
 
Um super beijo...
Namastê!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Cromoterapia

O Poder das cores em nossas vidas.




As cores usadas na cromoterapia são as do espectro solar: Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Índigo e Violeta.

Cores são as diferentes freqüências vibratórias da luz visível.

A cor de maior freqüência vibratória (mais rápida) do espectro visível, é o Violeta e a de menor freqüência (mais lenta) é Vermelho. Os raios acima do Violeta são ultravioleta e abaixo do Vermelho são infravermelho e não são captados pela visão humana.

Os receptores da pele reconhecem informações luminosas, transformam-nas em impulsos nervosos e as transmitem para os sistemas nervoso e endócrino.

As cores de vibração mais lentas são Quentes: Vermelho, Laranja e Amarelo e as de vibração mais rápida são Frias: Azul, Índigo e Lilás. No meio, o Verde é o equilibrador.


As Cores e Suas Funções Terapêuticas

As cores se destinam a um só propósito, neste estágio de nossa evolução: A manutenção e regeneração de todos os seres vivos do nosso planeta.

Sabemos que cada cor irradia a sua vibração de acordo com sua freqüência. Esta dinâmica de cores é utilizada terapeuticamente para aliviar os males do físico, energético, emocionais, mentais e espiritual e também com ações profiláticas através de energizações para prevenções dos desequilíbrios e doenças.

Estude com atenção cada função, utilizando este aprendizado sempre com respeito e cuidado e lembre-se, em caso de dúvida ou doença mais grave consulte o médico.


Funções Terapêuticas das Cores

Vermelho

Utilizamos muito o Rosa que atua no Sistema Circulatório. Funciona como: Ativador, Acelerador, Desobstruidor, Purificador e Vitalizador.

Ação Terapêutica:

• Ativador e Acelerador: acelera o fluxo de sangue, aliviando o mal estar, em pessoas com pressão baixa; em pessoas com franqueza, ativa o físico;

• Desobstruidor: de veias e artérias, permitindo maior fluxo de sangue;

• Purificador: elimina as impurezas e gorduras depositadas no interior das veias e vasos, desobstruindo o aparelho circulatório;

• Vitalizador: nos estados anêmicos, proporcionando um melhor aproveitamento da energia do organismo, através de aceleração sangüínea;

Alertas Quanto a Utilização:

• Pressão arterial alta: por acelerar o fluxo da corrente sangüínea.


Laranja

Atua nos Sistemas Esquelético, Muscular e Circulatório. Funciona como: Regenerador, Ativador, Energizador e Eliminador de Gorduras.

Ação Terapêutica:

• Regenerador: do sistema esquelético;

• Ativador e Energizador Auxiliar: nas medulas ósseas nos casos de fraqueza, fisura e fraturas e energizador muscular em clientes com traumatismos;

• Eliminador de Gorduras: da corrente sanguínea e em áreas localizadas;

Alertas Quanto a Utilização:

• Energia muito densa: deve ser precedida no tratamento do sistema esquelético com a cor amarela aplicando 03 vezes criará resistência á função revitalizadora do laranja.


Amarelo

Atua nos Sistemas Esquelético, Muscular e Nervoso. Funciona como: Energia Fortalecedora, Excitante, Fortificante, Reativador, Regenerador, Purificador, Desintegrador, e Ajuste da Cor Laranja.

Ação Terapêutica:

Ambientes:

• Energizador: nos estados anêmicos é sempre aconselhável deixar uma luz amarela no quarto de repouso do cliente.

Tratamentos:

• Energia Fortalecedora: Aura espiritual em casos de convalescença pós-operatória; fraqueza, pela perda de energia;

• Excitante: nos nervos e músculos e das funções peristálticas dos intestinos;

• Fortificante e tônico: nos campos nervosos, musculares e tecidos;

• Regenerador: de tecidos; dos problemas ligados à ossatura e à medula óssea;

• Purificador: ação exercida sobre o sistema linfático para limpar as impurezas;

• Desintegrador: de cálculos renais e biliares;

• Ajuste para Cor Laranja: como força de ajuste para a cor laranja, o amarelo é aplicado 3 vezes antes, para aplicação do laranja, tanto nas parte óssea.

Alertas Quanto a Utilização:

• Não tem contra-indicações.


Verde

Atua nos Sistemas Circulatório, Digestivo, Muscular e Nervoso. Funciona como: Energia Harmonizador, Dilatador, Equilibrador, Regenerador, Relaxante, Isolante, Anti-séptico, antiinfeccioso e Antiinflamatório.

Ação Terapêutica:

Ambientes:

• Locais públicos: ideal para salas de espera de consultórios, por ser Harmonizador, Equilibrador e Anti-Séptico.

Tratamentos:

• Harmonizador: aura das pessoas em desequilíbrio;

• Anti-séptico: esteriliza o local eliminando as bactérias, prevenção nos estados infecciosos;

• Dilatador: age sobre artérias, veias e vasos, sendo muito usado nos problemas circulatórios, como nos casos de pressão alta, varizes e má circulação e nos partos age dilatando a musculatura e parte óssea da bacia;

• Equilibrador: do ser humano integralmente, tanto no físico como no psíquico;

• Regenerador: atua na regeneração do aparelho digestivo;

• Relaxante: da área muscular e nervosa, retira a tensão nas áreas correspondentes e de intensa utilidade nos processos traumáticos;

• Isolante: na corrente sanguínea debelando infecções;

• Antiinfeccioso e Antiinflamatório: para qualquer tratamento de um mal infeccioso e inflamatório;


Azul

Atua nos Sistema Nervoso, Circulatório, Digestivo, Muscular e Esquelético. Funciona como: Equilibrador, Calmante, analgésico, Regenerador Celular, Absorvente, Fixador e Reajustador.

Ação Terapêutica:

Ambientes:

Tranqüilizante: é aconselhável colocar uma lâmpada azul no quartos de crianças somente quando estiverem agitadas e inquietas e adultos quando estiverem com insônia e ansiedade.

Tratamentos:

• Equilibrador: aura das pessoas com males físicos/espirituais;

• Calmante: usado no sistema nervoso;
• Analgésico: agindo nos campos nervosos e musculares;

• Regenerador Celular: com ação em todo o corpo;

• Absorvente e Eliminador: de gases estomacais e intestinais no aparelho digestivo;

• Fixador: de energias nos diversos campos e azul geral ao final das aplicações;

• Reajustador: para cor lilás no trabalho de cauterização, fixando ou removendo excessos e efetuando eventuais correções de erros durante as aplicações;

Alertas Quanto a Utilização:

• Locais públicos: há restrições ao uso do azul em salas de espera, pelo efeito anestésico e depressivo que ocasiona àqueles que ficam longo período sob seu efeito.


Índigo

Atua no sistema circulatório, é o coagulante, e como tal, atua exclusivamente sobre o sangue, sobre a corrente sangüínea. Sua ação benéfica se faz sentir em todos os sentidos com incrível rapidez.

Tratamentos:

• Coagulante: por sua eficácia no controle de hemorragias é usado sobre ferimentos com sangue, artérias, veias e vasos.

Alertas Quanto a Utilização:

• Precauções: observar que alguns sangramentos pelo nariz sem causa aparente são eliminação de excessos naturais.


Lilás

Atua nos Sistemas Digestivo, Respiratório, Urinário, Reprodutor. Na Cromoterapia funciona como: Bactericida (paralizador de infecções) e Cauterizador.

Ação Terapêutica:

Ambientes:

• Neutralizador: de energias negativas é utilizado para a higienização de ambientes.

Tratamentos:

• Bactericida: paralizador das infecções, funciona como higienizador de feridas internas e externas, eliminando as bactérias;

• Cauterizador: pelo intenso raio de ação, cauteriza (cicatriza) e elimina as infecções.

Alertas Quanto a Utilização:

• Região da Cabeça: Aconselhamos utilizar a cor lilás até a altura do lóbulo da orelha, exceto com plena consciência do cromoterapeuta.




As misturas de todas essas cores, resultam nos mais diversos tons e matizes que colorem o nosso mundo visível, existem ainda outras cores como o infravermelho e o ultravioleta que só podem ser distinguidos por meios adequados e em laboratórios, pois de todas as cores presentes na natureza o olho humano só pode perceber um pequeno espectro.
Já, outros animais, têm seus olhos adaptados para perceber diversos outros espectros, como por exemplo as abelhas que se orientam pela cor ultravioleta para localizar determinada flôr, o verde das folhas, é no entando, percebido por ela como incolor .
Na era moderma um dos pioneiros nos estudos da cromatologia foi o Dr. Edwin Babbit, autor do livro " Principles of Light and Colour", no qual escreveu " Em um quarto escuro, e de olhos fechados, comecei a ver a formação do meu (ser) íntimo e depois de alguns meses estava em condições de perceber maravilhosas luzes e cores, que nehuma linguagem poderá descrever".

A "Cor" da qual estaremos falando, trata-se da manifestação da "Luz" como energia e que portanto pode ser percebida até no escuro, desde que a pessoa esteja devidamente preparada para sentir as vibraçõs no seu íntimo, em infinitas radiações e fluxos de correntes luminosas. São essas vibrações, radiações e fluxos de energias, que irão atuar na aura daqueles que se submetem à uma terapia pelas cores, através dos chakras e meridianos, equilibrando os seus corpos, etérico e físico.
Edgar Cayce, um místico americano de Virginia Beach, quando criança, podia ver a aura completa em torno das pessoas, como um arco-iris de cores e luzes que as envolvia, e admirou-se ao saber que os outros não a viam igualmente.
Muita paz,luz e amor infinito...
Namastê!

O poder das velas na cromoterapia

Meus amores,atendendo a pedidos,vou postar alguns artigos falando sobre como as cores e as velas podem nos auxiliar no dia a dia...Com muito carinho...Namastê!


Vela Branca
Simboliza a paz e pode ser usada em qualquer dia da semana.

A mais pura das velas, a vela branca é inspiração para o despertar da espiritualidade e a ascensão da consciência. Ligada aos chakras superiores, serve ao despertar da pureza essencial do homem. A vela branca também representa a mãe, sendo excelente para despertar e fortalecer a imaginação, a criatividade e a fertilidade. Protege as crianças desde o útero materno até os oito anos. Reforça os laços familiares, representando a harmonia e pureza no lar. Ela purifica todo o organismo, mas ajuda principalmente na cura de doenças estomacais, das glândulas mamárias, do sistema linfático, do sistema nervoso central e do parassimpático. Protege as menstruações, a gravidez e os partos.












Vela Verde
(saúde)
Pode ser usada todos os dias,de preferencia pela manhã e a noite.
Ligada ao chakra Svadhistana, ou seja, o chakra dos desejos, esta vela ajuda na realização de nossos sonhos e metas. E também a vela que desperta a vitalidade e recupera a energia vital, sendo aconselhável acendê-la quando nos sentimos exauridos e esgotados. Também utilizada em ritos para alcançar a fertilidade, a abundância e a fartura. A vela verde está ligada ao mundo material, posto que o verde é a cor da natureza. Ela simboliza a estabilidade, a fidelidade, a constância, a responsabilidade, a perseverança, a longevidade, o êxito na profissão, a sabedoria e a transcendência. Protege os idosos e ajuda a evitar as doenças senis. Atua sobre os ossos, os dentes, a hipófise, as ramificações neurológicas e todas as partes do organismo consideradas frágeis e delicadas.

Vela Laranja
Alegria e o dia propicio para usa-la é no domingo.
Esta vela representa o Sol e deve ser utilizada para agradecimento a Deus. Ela incentiva a criatividade, as atividades artísticas e desportivas. E uma revitalizadora de todo o organismo, mas ajuda principalmente a proteger e restabelecer o coração, a coluna vertebral, o baço, o duodeno, a vista e a fertilidade. É excelente auxiliar para quem quer receber luz, espiritualizar-se e aumentar seu poder mental.

Vela Vermelha
Dia propicio para usa-la terça-feira.
Interessante lembrar que esta é uma das velas mais utilizadas em magias ciganas e é a mais ligada à beleza física e à sensualidade. A vela vermelha nos concede autoridade, vitalidade e paixão. Ela nos protege de acidentes e de situações de violência e perigo físico. E a melhor ajuda para a proteção de entes queridos. Auxilia em qualquer intervenção cirúrgica. Traz vitalidade a todo o corpo, mas protege principalmente a cabeça, o rosto, os órgãos sexuais, as vias urinárias, os rins, as glândulas supra-renais, a circulação sangüínea e as secreções biliar e hepática. Ajuda a conectar com o chakra básico e com as forças terrestres. Vela importante quando queremos nos conectar com seres e forças do plano material.

Vela Azul
Dia propicio para usa-la quinta-feira,tranquilidade e equilibrio.
Quando azul claro, desperta interiorização, tranqüilidade, paz e harmonização. Abre as portas do mundo oculto, tornando fácil a comunicação astral. Ótima na luta contra o medo. Quando o azul é mais profundo, representa o prazer de viver e tudo aquilo que nos desperta gosto pela vida. Ela estimula a sensualidade, a auto-estima e induz à conquista amorosa. Ela protege a garganta, a laringe, a faringe, a tireóide, a língua, as cordas vocais e a fala, o paladar, a Trompa de Eustáquio, o cerebelo, as vértebras cervicais e a nuca.


Vela Rosa
Dia propicio para usa-la sexta-feira,amor incondicional.
Por estar muito ligada às forças do coração, esta vela atrai seres e forças ligados a este plano sutil. A vela rosa simboliza o amor incondicional e as relações regidas por afeto intenso. Provoca a atração e desperta a sensibilidade e os sentimentos nobres e puros. Protege o tato, a sensibilidade, o metabolismo, as funções renais, os órgãos sexuais femininos, a região lombar, a derme e o cabelo. Ela concede a harmonia necessária que deve haver entre as funções orgânicas. Evita o contágio e a propagação das doenças venéreas,assim como a depressão.








Vela Violeta
Melhor dia para usa-la é no sábado.
Violeta é a cor da espiritualidade e a cor de Saint Germain, mestre ascensionado da Chama Violeta que auxilia na queima do karma. Ligada ao chakra do fogo, ajuda na purificação de nosso ser. Ela aumenta a nossa capacidade de sacrifício e a perseverança. Protege os missionários e os imigrantes. Atua sobre o pâncreas e o metabolismo endócrino, na circulação arterial e depuração do sangue. Evita processos infecciosos. Protege os pés, a pele, os músculos e as cadeiras. Auxilia para que as pessoas se livrem de diversos tipos de vícios: cigarro, álcool, drogas, fármacos e as depressões suicidas induzidas por este tipo de dependência.

Vela Amarela
O melhor dia para usa-la é na quarta-feira.
Esta vela nos permite dar forma e movimento a nossas idéias. É a vela dacomunicação. Representa a ordem, o raciocínio e a lógica. Protege especialmente os pulmões e os brônquios, a respiração, o sistema cerebral e suas ramificações nervosas, a língua, os ouvidos, os intestinos, os braços e as mãos. Ela ajuda a vencer a timidez e favorece as relações sociais. Intensifica a memória, a agilidade mental, a eloqüência e a capacidade de entender entrelinhas. Também ajuda na cura de doenças psicossomáticas.

Vela Preta

É sempre bom lembrar que a cor preta é uma espécie de esponja que atrai para si praticamente qualquer coisa. Isso se aplica a roupas e, naturalmente, a velas. Por isso, a vela preta deve ser utilizada somente em rituais esotéricos e por um iniciado, pois ele saberá exatamente que tipo de forças está atraindo.


Muita paz,luz e amor infinito...
Namastê!

O Poder e a Magia das mãos

Mão, um símbolo de vida.

Nós usamos as mãos para entrar em contato com os outros, para dar e para receber, acariciar e quando temos um acidente ou qualquer parte do corpo dói, elas vão direto ao local de dor.
Nossas mãos são a “continuidade do nosso ser”, daí a importância de cuidar delas.
Assim como o pé, a mão está equipado com 7200 terminações nervosas.
De acordo com os princípios da medicina chinesa, as mãos e os pés são a representação em miniatura do corpo humano.
Assim, na mão direita, o fígado, na mão esquerda seu estômago e coração, e em ambas as mãos, coluna vertebral, vasos linfáticos, intestinos, os brônquios … Fazendo massagem em determinadas áreas é possível localizar a tensão e restaurar o equilíbrio.

Exemplos:
Se você pressionar a área correspondente do reflexo para os rins, isso ajuda a diminuir a retenção de líquido.
Para combater a insônia: una as mãos como se você fosse rezar, mas tocando apenas a ponta dos dedos. O segredo é fazer uma boa pressão, de dez a 15 minutos.

“Não é uma cura, e sim um estímulo para acalmar o problema…”
Uma linda noite meus amores...repleta de paz,luz e amor infinito...
Namastê!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

As aparências enganam




Bom Dia meus lindos...Para começar bem o dia,uma histórinha curta para refletirmos e não cometermos no nosso hoje,os mesmos erros de ontem!
As aparências enganam
Num orfanato, igual a tantos outros que enxameiam por toda parte, havia uma pobre órfã, de oito anos de idade.
Era uma criança lamentavelmente sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras, e francamente malquista pelos professores.
Por essa razão, a pobrezinha vivia no maior isolamento. Ninguém para brincar, ninguém para conversar...
Sem carinho, sem afeto, sem esperança... Sua única companheira era a solidão.
O Diretor do orfanato aguardava ansioso uma desculpa legítima para livrar-se dela.
E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa. A companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.
Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa árvore.
O Diretor e seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denúncia lhes causara.
Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.
E, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.
Dirigiram-se os três, a passos rápidos, em direção à árvore na qual estava colocada a mensagem.
De fato, lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.
O Diretor desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para livrar-se daquela criança tão desagradável aos seus olhos.
Todavia, para seu desapontamento e remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pôde ler a seguinte mensagem:
A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de você.
Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram.
Decepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.

* * *

Quantos de nós meus lindos costumamos julgar as pessoas pelas aparências, embora saibamos que estas são enganadoras.
E o pior é que, se as aparências não nos agradam, marcamos a pessoa e nos prevenimos contra ela e suas atitudes.
Uma antiga e sábia oração dos índios Sioux roga a Deus o auxílio para nunca julgar o próximo antes de ter andado sete dias com as suas sandálias.
Isto quer dizer que, antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa, devemos nos colocar no seu lugar e entender os seus sentimentos mais profundos. Aqueles que talvez ela queira esconder de si mesma, para proteger-se dos sofrimentos que a sua lembrança lhe causaria.
Nenhuma pessoa é essencialmente má.
Isso porque todos nós temos, na intimidade, a centelha divina que é o amor em gérmen.
Assim sendo, potencialmente todos somos bons, basta que nos esforcemos para fazer brilhar essa chama sagrada depositada em nós pelo Criador.
JE Loirasus conhecia essa realidade, por isso afirmou: Vós sois deuses e noutra oportunidade insistiu: Brilhe a vossa luz.Não é facíl,pois somos repletos de luz e trevas,mas temos o poder da escolha,então,deixemos de lado as conclusões precipitadas e voltemos os nossos pensamentos a nós e aos nossos atos para depois de desenvolvida a luz interna voltar os olhos ao nosso semelhante e ao invéz de julgar,criticar ou mal dizer,lançarmos apenas bons pensamentos em relação ao próximo...
Um lindo dia,repleto de paz,luz e amor infinito a todos...
Namastê!

domingo, 29 de janeiro de 2012

A arte de cultivar virtudes



Um avô e seu neto caminhando pelo quintal, ora se agachando aqui, ora ali, em animada conversação, não é cena muito comum nos dias atuais.
O garoto, de 4 anos de idade, aprendia a cultivar e a cuidar das plantas com o exemplo do seu avô, que tinha tempo para o netinho, sempre que este o visitava.
Era por isso que o pequeno Nícolas acariciava as mudinhas que havia plantado e dizia: Quem planta colhe, né, vovô?
Mas o avô não é habilidoso apenas no cultivo de plantas, é hábil também na arte de cultivar virtudes.
Entre uma conversa e outra, entre a carícia numa flor e uma erva daninha que arrancava, ele ia cultivando virtudes naquele coração infantil.
Ia ensinando que, para obter frutos saborosos e flores perfumadas, é preciso cuidado, dedicação, atenção e conhecimento.
E que, acima de tudo, é preciso semear, pois sem semeadura não há colheita.
O cuidado do pequeno Nícolas pelas plantas era fruto do ensinamento que recebeu desde pequenino, pois nem sempre foi assim.
Quando começou a engatinhar, suas mãozinhas eram ligeiras para arrancar tudo o que via pela frente, como qualquer bebê que quer conhecer o mundo pela raiz...
E, se não tivesse por perto alguém que lhe ensinasse a respeitar a natureza, talvez até hoje seu comportamento fosse o mesmo, como muitas crianças da sua idade ou até maiores.
Importante observar que as melhores e mais sólidas lições as crianças aprendem no dia-a-dia, com os exemplos que observam nos adultos.
É mais pela observação dos atos do que pelos conselhos, que os pequenos vão formando seus caracteres.
Se a criança cresce em meio ao desleixo, ao descuido, às mentiras, ao desrespeito, vendo os adultos se agredindo mutuamente, ela aprenderá essas lições.
Assim, se temos a intenção de passar nobres ensinamentos a alguém, se faz necessário que prestemos muita atenção ao nosso modo de vida, às nossas ações diárias.
Como todo bom jardineiro, os educadores devem ser bons cultivadores de valores e virtudes.
Devem observar com cuidado as tendências dos filhos e procurar semear na alma infantil, as sementes das virtudes.
Ao mesmo tempo devem preservá-la das ervas-daninhas, das pragas, da seca e das enchentes. Sem esquecer jamais o adubo do amor.
A alma da criança que cresce sem esses cuidados básicos, por parte dos adultos, geralmente se torna campo tomado pelas ervas más dos vícios de toda ordem.
E, de todas as ervas más, as mais perigosas são o orgulho e o egoísmo, pois são as que dão origem às demais.
Por isso a importância dos cuidados desde cedo. E para se ter êxito nessa missão de jardineiro de almas, é preciso atenção, dedicação, persistência, determinação.
O campo espiritual exige sempre o empenho do amor do jardineiro para que possa produzir bons resultados.
E o empenho do amor muitas vezes exige alta dose de renúncia e de coragem. Coragem de renunciar aos próprios vícios para dar exemplos dignos de serem seguidos.
Os jardins da alma infantil são férteis e receptivos aos ensinamentos que percebem nas ações dos adultos.
Por essa razão, vale a pena dedicar tempo no cultivo das virtudes, antes que as sementes de ervas-daninhas sejam ali jogadas, nasçam e abafem a boa semente.

* * *
Meus amores,somos aquilo o que sentimos e fazemos sentir,nessas horas eu penso em quanto somos importantes e em como podemos formar uma opinião...
Não é facil tomar decisões,dar exemplos,mas é importante que cultivemos a coragem de parar tudo o que fizemos de errado e começar de novo.
Para que você seja um bom cultivador de almas, é preciso que tenha, na sua sementeira interior, as mudinhas das virtudes.
Somente quem possui pode oferecer. Somente quem planta pode colher.

Pense nisso, e seja um cultivador de virtudes.
Uma linda noite,repleta de paz,luz e amor infinito...
Namastê!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sabedoria

Sabedoria


Conta-se que num país longínquo, há muitos séculos, um rei se sentiu intrigado com algumas questões. Desejando ter respostas para elas, resolveu estabelecer um concurso do qual todas as pessoas do reino poderiam participar.
O prêmio seria uma enorme quantia em ouro, pedras preciosas, além de títulos de nobreza.
Seria premiado com tudo isto quem conseguisse responder a três questões: qual é o lugar mais importante do mundo? Qual é a tarefa mais importante do mundo? Quem é o homem mais importante do mundo?
Sábios e ignorantes, ricos e pobres, crianças, jovens e adultos se apresentaram, tentando responder as três perguntas.
Para desconsolo do rei, nenhum deles deu uma resposta que o satisfizesse.
Em todo o território um único homem não se apresentou para tentar responder os questionamentos. Era alguém considerado sábio, mas a quem não importavam as fortunas nem as honrarias da terra.
O rei convocou esse homem para vir à sua presença e tentar responder suas indagações. E o velho sábio respondeu a todas:
- O lugar mais importante do mundo é aquele onde você está. O lugar onde você mora, vive, cresce, trabalha e atua é o mais importante do mundo. É ali que você deve ser útil, prestativo e amigo, porque este é o seu lugar.
- A tarefa mais importante do mundo não é aquela que você desejaria executar, mas aquela que você deve fazer.
- Por isso, pode ser que o seu trabalho não seja o mais agradável e bem remunerado do mundo, mas é aquele que lhe permite o próprio sustento e da sua família. É aquele que lhe permite desenvolver as potencialidades que existem dentro de você. É aquele que lhe permite exercitar a paciência, a compreensão, a fraternidade.
- Se você não tem o que ama, importante que ame o que tem. A mínima tarefa é importante. Se você falhar, se se omitir, ninguém a executará em seu lugar, exatamente da forma e da maneira que você o faria.
E, finalmente, o homem mais importante do mundo é aquele que precisa de você, porque é ele que lhe possibilita a mais bela das virtudes: a caridade.
- A caridade é uma escada de luz. E o auxílio fraternal é oportunidade iluminativa. É a mais alta conquista que o homem poderá desejar.
O rei, ouvindo as respostas tão ponderadas e bem fundamentadas, aplaudiu, agradecido.
Para sua própria felicidade, descobrira um sentido para a sua vida, uma razão de ser para os seus últimos anos sobre a Terra.

(Autor:Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado em texto intitulado Sabedoria, inserido no Mensário Espírita O Sol Nascente, de setembro2001, nº 390, ano XXXII e sem menção a autor.)

***
Meus amores,muitas vezes pensamos em como seria bom se tivéssemos nascido em um país com menos inflação, com menos miséria, sem taxas tão altas de desemprego, gozando de melhores oportunidades.
Outras vezes nos queixamos do trabalho que executamos todos os dias, das tarefas que temos, por acha-las muito ínfimas, sem importância.
Desejamos que determinadas pessoas, importantes, de evidência social ou financeira pudessem estar ao nosso lado para nos abrir caminhos.
Contudo, tenhamos certeza: estamos no lugar certo, na época correta, com as melhores oportunidades, com as pessoas que necessitamos a nossa evolução.
Isso é viver...
Pense nisso. Mas, pense agora!!!
Namastê

Papai não morreu

Bom Dia meus amores,desejo a tdos um dia repleto de realizações,luz,paz e amor infinito...Vamos refletir?Com carinho,uma linda história...


PAPAI NÃO MORREU!
Aquele fora um dia diferente...
A tarde caía rápida e fria e o vento na folhagem amarelada anunciava que a chegada do inverno estava próxima.
Mateus, era um garoto de dez anos e se acostumara às alegrias descontraídas de sua pequena família, composta pelos pais e uma irmã mais nova que com ele compartilhava das brincadeiras infantis.
Mas a vida nem sempre nos reserva surpresas agradáveis. Era isso que Mateus descobrira naquele dia em que contemplava o corpo do pai, a quem tanto amava, estendido num caixão sobre a mesa.
Todos enxugavam o pranto, mas ele tinha nos olhos grossas lágrimas que se recusavam a cair.
Nunca havia experimentado um sentimento igual. Era como se algo dentro do seu coraçãozinho tivesse se partido em mil pedaços.
O enterro foi consumado...
A vida deveria seguir seu curso, mas em seu lar faltava alguém. Faltava a figura respeitável do pai amado.
Sobrava um lugar à mesa. Sobrava o pedaço de frango predileto do papai. O pudim se demorava na geladeira.
E Mateus pensava em como suportaria tanta amargura e saudade.
No entanto, a volta às aulas, às brincadeiras com a irmã, os piqueniques, as tardes no parque, trouxeram novo alento ao seu coração juvenil.
Um dia, a visita de uma amiga da família trouxe de volta as lembranças tristes.
A mãe falava da falta que sentia do companheiro. Dizia que a saudade lhe acompanhava de perto e que era difícil a vida depois que o marido morrera.
E Mateus que, não muito longe escutava a conversa das amigas, aproximou-se e disse com a segurança de quem tem certeza:
- Mamãe, você disse que o papai morreu, mas eu asseguro que isso não é verdade.
A mãe olhou-o com ternura e desejando consolá-lo, disse:
- Sim filho, o papai vive além da cortina que nos separa dele momentaneamente.
- Não, mamãe! O papai vive e viverá para sempre.
- Ele vive em mim através de tudo o que me ensinou...
_ Quando sou obediente, eu o sinto em minha intimidade porque foi ele quem me ensinou a obedecer.
- Quando sou honesto, lembro-me das muitas vezes que ele enalteceu a honestidade.
- Quando perdôo meus amigos, quase o ouço dizer: "filho, quem perdoa não adoece porque não guarda o lixo da mágoa na intimidade.
- Quando sinto que a inveja deseja instalar-se em minha alma, lembro-me de ter ouvido de seus lábios: "a inveja é um ácido corrosivo que prejudica quem a alimenta."
- E quando, por fim, meu coração se enche de saudade e penso que não mais a suportarei, uma suave brisa perpassa meu ser e ouço sua voz falando baixinho: "filho, eu estou ao seu lado, não duvide".
- E é assim, mãezinha, que eu sei que papai não morreu. Sinto que ele continua vivo, não somente atrás da cortina que temporariamente nos separa, mas também através da herança de amor que legou a todos nós.
(redação momentos de reflexão)
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Pense nisso!
Quem deseja plantar apenas por alguns dias, planta flores...
Quem deseja plantar para alguns anos ou séculos, planta árvores.
Mas quem quer plantar para a eternidade, planta idéias nobres nos corações daqueles a quem ama.
Namastê!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Reflexão Lembre-se do principal

Lembre-se do principal

Conta a lenda que certa mulher pobre com uma criança no colo, passando diante de uma caverna escutou uma voz misteriosa que lá dentro lhe dizia:
-"Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal.
Lembre-se, porém, de uma coisa: Depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal..."
A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas.
Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental.
A voz misteriosa falou novamente:
-"Você só tem oito minutos."
Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou...
Lembrou-se, então, que a criança ficara lá e a porta estava fechada para sempre!
A riqueza durou pouco e o desespero, sempre.
(Autor:Eduardo Rassan)

Essa bela reflexão esta no blog de Miriam Prado,eu a escutei atravéz de meu amigo Cristiano e achei maravilhosa,então estou compartilhando com vocês!
Uma linda tarde,muita paz,luz e amor infinito...
Namastê!
Mayra Franzin

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Reflexão A cada mil lágrimas

A cada mil lágrimas


Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte do cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema. Dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério, deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre...
A cada mil lágrimas sai um milagre...

* * * (trecho da música de Itamar Assumpção e Alice Ruiz)

A letra da belíssima canção de Itamar Assumpção e Alice Ruiz é inspiradora.
Fala-nos de como encarar as dores do mundo com inteligência, com coragem e com estilo. Inteligência de quem vê na dor oportunidade de mudança e aprendizado.
Coragem de quem aceita mudar.
Estilo de quem sofre e ainda consegue sorrir, chorar, sem perder a linha, sem perder o passo.
A dor chega sem aviso, de cara cruel, como um monstro invencível e desproporcional ao nosso tamanho.
Chega destruindo tudo... E tudo parece o fim.
Mas não... Descobrimos que ela ensina, orienta, cuida.
É o cinzel que esculpe, que talha, que faz o bloco amorfo de mármore se transformar em estátua, em obra de arte.
A dor é o convite à mudança de hábitos, de pensamento, de rumo, talvez.
Trocar o vestido da alma é renová-la. Mudar o padrão de seus tecidos é não permanecer preso às mesmas ideias, aos mesmos vícios.
É necessário deixar a vida fazer sentido.
Uma vida sem sentido é quase como uma escuridão. Nada se vê, nem a si próprio. Nada se encontra, pois não se sabe onde está e onde se deve chegar.
E o milagre após as lágrimas é tantas coisas!...
O milagre de se encontrar, de ver a si mesmo com suas forças e fraquezas, mas sem máscaras, sem ilusões.
O milagre de perceber que se está melhor, que as feridas cicatrizam sempre, e que ali a pele se torna mais resistente.
O milagre do recomeço, de nascer de novo, de se dar nova chance.
O milagre de descobrir os amores ao redor, e quanto prezam por nós; de descobrir aqueles que nunca nos abandonam, não importa o que aconteça.
O milagre de saber que a vida procura nos levar sempre para cima, para diante, e nunca para trás, e a dor é lei de equilíbrio e educação.
A cada mil lágrimas sai um milagre.

* * *

"O sofrimento, muitas vezes, não é mais do que a repercussão das violações da ordem eterna cometidas.
Mas, sendo partilha de todos, deve ser considerado como necessidade de ordem geral, como agente de desenvolvimento, condição do progresso.
Todos os seres têm de, por sua vez, passar por ele. Sua ação é benfazeja para quem sabe compreendê-lo.
Mas, somente podem compreendê-lo aqueles que lhe sentiram os poderosos efeitos."

Uma linda noite a todos...
Mayra Franzin

(Autor:Redação do Momento Espírita, com base na letra da música Milágrimas, de Itamar Assumpção e Alice Ruiz e pensamentos finais extraídos do cap XXVI do livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. Feb)

Alimente os peixinhos...